Atualmente, é impossÃvel dissociar significado de um produto e sua forma ou função. O regime de valores emocionais é cada vez mais intrÃnseco aos produtos. A necessidade de suprir tais necessidades humanas transcende o uso funcional ou a satisfação de possuir um objeto bonito.
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O valor embutido ao produto é o que garante sua renovação no mercado. Isso se dá por meio do aporte de serviços e experiências diferenciadas na relação homem-produto. A partir disso, o design deve ser estratégico, projetando novas sensações que façam sentido e despertem interesse nos consumidores, inclusive de necessidades ainda não reveladas. Ao design cabe a união harmônica entre função e forma, técnica e arte, necessidade e desejo, material e imaterial.
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Sob a proposta de marcar e deixar um sinal, o design se diferencia de outras atividades, visto que carrega uma missão de mudança e ruptura com o atual. Mudança que pode ser suave, traduzida em pequenas melhorias ou radical, percebida em inovações concretas de significado.
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A reflexão que se faz é que o mundo está em movimento. As mudanças mudaram. Agora são mais rápidas, mais constantes e mais intensas. Às vezes resgatam valores perdidos, outras vezes lançam novos comportamentos e provocam manifestações econômicas, sociais e culturais, atuando sobre o estilo de vida.
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Hoje compramos pela internet, conhecemos pessoas em redes sociais como Orkut, My Space, Twitter, praticamente descartamos as antigas enciclopédias em razão do Google, tentamos popularizar o conhecimento, estamos presentes em todo mundo através da web e somos consumidores crÃticos.
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Por outro lado, sentimos falta das relações humanas despretensiosas (como aquela entre vizinhos e parentes de uma cidadezinha), vivemos por mais tempo, preocupamo-nos com o ambiente/comunidade e sua sustentabilidade, buscamos equilÃbrio e bem-estar.
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Vamos além e voltamos para pegar algo que perdemos no caminho. E o mundo segue mudando. Então qual será o próximo estágio desses movimentos? Como saber o que acontecerá? A verdade é que não há como adivinhar. Todavia, é possÃvel prever, ver e fazer ver.
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O design começa a ser estratégico quando compreende o cliente/consumidor em seu contexto e VÊ necessidades e desejos, quando PREVÊ tendências de comportamento e consumo e FAZ VER idéias e conceitos materializados em experiências, serviços e produtos.
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